Transcrevo como recebi, belo texto:)
Assunto: Pagamento de Passagens na Ex-SCUT de Alfena
Exmos. Senhores,
Sendo morador em Alfena e trabalhando no Porto, utilizo, como sempre utilizei, o seguinte trajecto: Porto-VCI-A3-A42-Alfena, sendo o regresso feito em sentido inverso utilizando as mesmas vias.
Não vou dissertar agora no facto de que Vas. Exas. me estão a cobrar a utilização de uma via que foi construída com os meus impostos e com as verbas provenientes da União Europeia, porque esse infelizmente é assunto
ultrapassado pelas Leis abusivas deste País.
Vas. Exas. em conluio com os (des)governantes deste País, não prestam nenhum serviço... disponibilizam uma determinada estrutura (estradas) que caso queiramos utilizar terão que ser pagas, mas como vocês, pobrezinhos, ganham pouco e não têm dinheiro para criar postos de trabalho, não disponibilizam nenhum funcionário para receber o que devo no fim da utilização desses serviços...
Assim, de acordo com a leitura sobre as diversas formas de pagamento, cheguei à conclusão de que não vou comprar nenhum dos dispositivos que Vas. Exas. têm(??) à venda, nomeadamente o DECP, o DEM ou o DT, uma vez que tal não faz sentido!
Desgraçadamente, mesmo que quisesse adquirir uma dessas máquinas registradoras, as mesmas encontram-se esgotadíssimas.... porque se calhar vos dá jeito cobrar os "serviços administrativos" que são um autêntico
roubo.
Então EU é que compro o dispositivo da v/ cobrança?? Isso tem tanta lógica como ir a um café, pedir umas águas que custam 0,80€ e cobrarem-me 0,90€ sendo que os 10 cêntimos a mais são como contribuição para o café ter
comprado a sua máquina registadora..... NÃO FAZ SENTIDO!!!
Atentem nesta "JÓIA" exemplificativa de autêntica extorsão: No trajecto A3-Alfena, utilizando cerca de um quilómetro da A42.... o valor da passagem são 0,20€ e o valor do serviço administrativo são.... 0,30€ !!!!!! É para RIR???? então o custo administrativo é superior ao custo do Serviço??? Vão gozar com o c..........lho!!!!!!
Posso realmente fazer o pagamento postecipado, conforme foi divulgado por Vas. Exas., mas.... dou o exemplo concreto de um pagamento que efectuei e do qual junto cópia: No passado dia 21-10-2010 fui a uma Payshop e o recibo total foi de 5,02 Euros... sendo que esta verba diz respeito às parcelas de 2,60€ de custos de portagem e... 2,42€ de CUSTOS ADMINISTRATIVOS!!!!! 93% de aumento!!!!!
AINDA POR CIMA, O REFERIDO RECIBO NÃO IDENTIFICA OS LOCAIS EXACTOS DAS PASSAGENS NEM AS HORAS... NADA! Como eu utilizo uma viatura da Empresa onde trabalho, acabo por não ter forma de justificar se os recibos são referentes a utilizações particulares ou em serviço da Empresa....
Verifico ainda que, quando termino a passagem das Ex-Scut, no respectivo local, não tendo ninguém para me cobrar a passagem, nem sequer tenho UM LIVRO DE RECLAMAÇÕES!!!!!Não me venham dizer que tal livro está ao meu dispôr na VIA VERDE ou em qualquer uma das Lojas existentes neste País..... Porque qualquer Empresa onde eu vá, tem Livro de Reclamações nas suas filiais, não me mandam para a SEDE a reclamar....
Tenho o Direito de reclamar no local onde me foi prestado o Serviço, não sou obrigado a deslocar-me para o fazer!!!!!
Ainda por cima, com tantos nomes nas estradas, nem sei se estou a utilizar um serviço da Ascendi, da Brisa ou de qualquer um dos outros Exploradores de cidadãos deste País.... pelo que nesses casos podiam sempre dizer "Ah! coisa e tal.... a sua reclamação não é para a Brisa... é para a Ascendi.... ou é para não sei quem.... olhe, pague e não bufe...."
Face ao exposto, considerando que a inexistência do Livro de Reclamações no Local onde o Serviço me é prestado; considerando tambérm que não tenho que suportar os custos das v/ máquinas de registos; considerando ainda um abuso que seja eu a pagar uma comissão de 93% ao payshop que se substitui a vocês para efectuarem a v/ cobrança que, lembro, não fizeram porque não estavam presentes no respectivo local quando eu passei e quis pagar...
Vou continuar a utilizar a ex-scut em questão, sendo certo que aguardarei que no respectivo local esteja alguém da v/ Empresa! se isso não acontecer, QUERO utilizar o respectivo Livro de Reclamações (podem pendurar no último poste antes da saída para Alfena, é uma sugestão...). CERTO mesmo, é que não pagarei mais multas (custos administrativos, comissão do Payshop, ou outro nome que lhe queiram dar), por não efectuar o pagamento atempadamente por CULPA VOSSA!!!
MALDITOS PORTUGUESES, REBANHO DE CORDEIROS: NINGUÉM TEM UNS PNEUS QUE ME EMPRESTE PARA QUEIMAR NA SAÍDA DAS SCT'S????? NINGUÉM RECLAMA? TODOS FALAM E NO ENTANTO PAGAM E CALAM??? PORTUGAL TEM MESMO O QUE MERECE.........
Dava-lhes os meus cumprimentos, mas só se fosse ao murro seus f.p.
Manuel Monteiro Matos
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quarta-feira, dezembro 29, 2010
terça-feira, agosto 19, 2008
Mas afinal o SIMPLEX existe?
De férias agendadas e com a agência de viagens a garantir a necessidade do BI do meu filho de quase 1 ano, dirigi-me à Conservatória do Registo Civil de Torres Novas para averiguar o horário e saber o que seria preciso para fazer o tão desejado documento que nos daria (de acordo com a agência) o passaporte para um merecido descanso. Quando lá cheguei com as fotografias tipo passe numa mão, uma voz que não percebi de onde vinha (já que o contacto olho no olho não existe) disse-me que isso (entenda-se BI) agora já não existia. Que para ser tudo mais fácil agora tirava-se o cartão de cidadão e que era tudo feito na conservatória, inclusive as fotografias. Após este esclarecimento atrevi-me ainda a perguntar duas coisas: quanto tempo demorava o cartão a ser emitido, ao que a funcionária respondeu a medo que podia ir de uma semana a 3 meses e qual o horário para o poder fazer, ao que ela respondeu prontamente, só até às duas, visto que tinham de atender mais pessoas e não podiam estar todo o dia de volta da emissão de cartões. Na altura não percebi esta pressa, mas também não questionei. Apressei-me a buscar o meu filho, antes mesmo de almoçar, e voltei à repartição. Chegando lá e mostrando um enorme sorriso, para tentar agilizar o processo, confrontei-me com uma máquina estática que serve para tirar fotografias, mas que não está pensada para crianças, visto que o acesso é feito com uma cadeira. Claro que nunca consegui que o meu filho que ainda não tinha um ano se sentasse ou colocasse em pé na cadeira, quanto mais ficar quieto e aguardar que a máquina lá tirasse a foto. Quando conseguia fazer lá aparecia uma mão da mãe que o segurava, ou a criança lá se virava para trás e aparecia de lado ou então mostrava os dentes. Tudo isto e a funcionária lá dizia: assim não dá, a máquina não consegue. Fotos e mais fotos tiradas ou não, uma hora depois lá surgiu uma que dava para aproveitar e passamos nós à fase da impressão digital que não se sabia como se fazia com crianças daquela idade ou até se se fazia. Conversa entre funcionárias e eu à espera com uma criança que já estava farta de ali estar, lá se decidiu que não era necessário e o processo lá continuou. Perguntas e perguntas depois chegou-se à questão da altura e perguntou; quantos centímetros tem o seu filho? Disse aquilo num tom tão pronto que eu arrisquei um número com base na intuição de mãe e esperei que a coisa não encravasse. Realmente não encravou e meia hora depois a funcionária lá deu o caso como arrumado e disse que quando chegasse um papel a casa com uns códigos poderia dirigir-me à conservatória para levantar o dito documento.
Saí então da conservatória com o meu filho hiper-rabugento ao colo e compreendendo a funcionária quando disse que não podia estar o dia todo a proceder à emissão de cartões. Se todos demorassem tanto tempo como o do meu filho, o bom do SIMPLEX bem se podia chamar COMPLICADEX.
Saí então da conservatória com o meu filho hiper-rabugento ao colo e compreendendo a funcionária quando disse que não podia estar o dia todo a proceder à emissão de cartões. Se todos demorassem tanto tempo como o do meu filho, o bom do SIMPLEX bem se podia chamar COMPLICADEX.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Experimentem!
Experimentem passear pela cidade de Torres Novas com um carrinho de bebé! Experimentem andar pela cidade com uma cadeira de rodas! Experimentem! É impossível! Acessos quase não existem. Passeios muito altos, rampas demasiado inclinadas, esplanadas e carros a bloquearem os poucos acessos.
Fui mãe recentemente e como todas as mães que estão em licença de maternidade, tenho tentado dar ao meu filho alguma qualidade de vida e aproveitar os últimos dias de sol, passeando com ele pela cidade. Têm sido dias verdadeiramente desafiantes. Tudo tem dificultado estes passeios, levando-me a sair da cidade que escolhi morar para passear com o meu filho ao ar livre noutras localidades.
Dir-me-ão que posso sempre ir de carro até ao shopping – dito um dos muitos locais de atracção da cidade -, mas infelizmente não sou grande adepta de espaços fechados e preferia usufruir, por exemplo, do Jardim das Rosas. Mas experimentem! Entrar de carro para o Jardim das Rosas pelo “belíssimo” acesso às piscinas, passear com o carrinho de bebé no “regular” piso do jardim. Atravessar a passadeira para peões sem rampa com o carrinho, enfim, estou praticamente a desistir.
Tenho pensado também em usufruir do espaço envolvente ao local onde escolhi residir, mas curiosamente – e vá-se lá saber porquê, não existem passeios, só terra, brita armazenada há mais de 1 ano, ervas e mais nada. Será porque decidi morar numa zona que considerei, na altura, mais recatada, e por isso menos cuidada. Mas afinal, os passeios não são para todos, ou nesta cidade cuida-se apenas do que está mais visível. Experimentem passear na zona que rodeia o Centro de Saúde de Torres Novas. Não se iludam com o belo relvado em frente ao Centro de Saúde e reparem como uma zona com prédios recentes está tão esquecida e degradada.
Experimentem trocar as belas rotundas por pisos e acessos decentes! Experimentem trocar as belas palmeiras pela construção e manutenção de espaços verdes em locais habitacionais, a cargo do poder local! Experimentem meus senhores pensar nisto!
Experimentem pensar em todos os contribuintes! Experimentem cuidar real e totalmente da cidade! Experimentem!
Fui mãe recentemente e como todas as mães que estão em licença de maternidade, tenho tentado dar ao meu filho alguma qualidade de vida e aproveitar os últimos dias de sol, passeando com ele pela cidade. Têm sido dias verdadeiramente desafiantes. Tudo tem dificultado estes passeios, levando-me a sair da cidade que escolhi morar para passear com o meu filho ao ar livre noutras localidades.
Dir-me-ão que posso sempre ir de carro até ao shopping – dito um dos muitos locais de atracção da cidade -, mas infelizmente não sou grande adepta de espaços fechados e preferia usufruir, por exemplo, do Jardim das Rosas. Mas experimentem! Entrar de carro para o Jardim das Rosas pelo “belíssimo” acesso às piscinas, passear com o carrinho de bebé no “regular” piso do jardim. Atravessar a passadeira para peões sem rampa com o carrinho, enfim, estou praticamente a desistir.
Tenho pensado também em usufruir do espaço envolvente ao local onde escolhi residir, mas curiosamente – e vá-se lá saber porquê, não existem passeios, só terra, brita armazenada há mais de 1 ano, ervas e mais nada. Será porque decidi morar numa zona que considerei, na altura, mais recatada, e por isso menos cuidada. Mas afinal, os passeios não são para todos, ou nesta cidade cuida-se apenas do que está mais visível. Experimentem passear na zona que rodeia o Centro de Saúde de Torres Novas. Não se iludam com o belo relvado em frente ao Centro de Saúde e reparem como uma zona com prédios recentes está tão esquecida e degradada.
Experimentem trocar as belas rotundas por pisos e acessos decentes! Experimentem trocar as belas palmeiras pela construção e manutenção de espaços verdes em locais habitacionais, a cargo do poder local! Experimentem meus senhores pensar nisto!
Experimentem pensar em todos os contribuintes! Experimentem cuidar real e totalmente da cidade! Experimentem!
sexta-feira, agosto 31, 2007
Peripécia em Heathrow
Londres, 22 de Abril de 2007
Para destoar um pouco e também para dar um ar de globalidade aqui ao blog, nada como contar uma peripécia no estrangeiro.Muito pouco simpáticos a maioria dos Ingleses, excepção honrosa para um funcionário da cadeia "YO SUSHI" que foi super impecável connosco, um bacano mesmo.
Aeroporto de Heathrow, sala de embarque. Depois de uma correria frenética para não falhar o voo (desculpa Ana e Tomás, bem sei que a barriga já pesa), eis-nos na sala de espera aguardando para entrar no avião que nos traria de volta a Portugal.Começamos a ouvir na instalação sonora um aviso para que "Ana Sofia Alves" se identificasse. Depois de várias repetições do mesmo aviso e de já nos questionármos sobre se seria algo com a minha Ana Alves, conferimos o bilhete dela para ver se por lapso não estaria como Ana Sofia Alves no lugar de Ana Lúcia Alves. Estava tudo certo, mas eis que entra um agente pela sala dentro com um papel e repetindo o aviso com ar ameaçador enquanto percorria a sala aos berros: "Mrs Ana Alves, you must identify yourself!". Esperámos um pouco, mas antes que o Tomás resolvesse nascer ali mesmo, disse ao homem que ela era Ana Lúcia Alves e não Ana Sofia Alves. Pediu o BI, verificou, "terrible sorry" e voltou para dentro!Foi um grande stress e ficámos sem saber o que se terá passado... procuravam uma Ana Alves e foram ali porque estava uma? Não sei... sei é que a Ana ficou (ficámos) nervosa e acabou por ganhar a solidariedade dos restantes tugas que aguardavam voo.Enfim,
Para destoar um pouco e também para dar um ar de globalidade aqui ao blog, nada como contar uma peripécia no estrangeiro.Muito pouco simpáticos a maioria dos Ingleses, excepção honrosa para um funcionário da cadeia "YO SUSHI" que foi super impecável connosco, um bacano mesmo.
Aeroporto de Heathrow, sala de embarque. Depois de uma correria frenética para não falhar o voo (desculpa Ana e Tomás, bem sei que a barriga já pesa), eis-nos na sala de espera aguardando para entrar no avião que nos traria de volta a Portugal.Começamos a ouvir na instalação sonora um aviso para que "Ana Sofia Alves" se identificasse. Depois de várias repetições do mesmo aviso e de já nos questionármos sobre se seria algo com a minha Ana Alves, conferimos o bilhete dela para ver se por lapso não estaria como Ana Sofia Alves no lugar de Ana Lúcia Alves. Estava tudo certo, mas eis que entra um agente pela sala dentro com um papel e repetindo o aviso com ar ameaçador enquanto percorria a sala aos berros: "Mrs Ana Alves, you must identify yourself!". Esperámos um pouco, mas antes que o Tomás resolvesse nascer ali mesmo, disse ao homem que ela era Ana Lúcia Alves e não Ana Sofia Alves. Pediu o BI, verificou, "terrible sorry" e voltou para dentro!Foi um grande stress e ficámos sem saber o que se terá passado... procuravam uma Ana Alves e foram ali porque estava uma? Não sei... sei é que a Ana ficou (ficámos) nervosa e acabou por ganhar a solidariedade dos restantes tugas que aguardavam voo.Enfim,
quinta-feira, agosto 10, 2006
Mas afinal será que uns são mais importantes que outros?
Torres Novas, Correios, quinta-feira, dez de Agosto, dez e meia da manhã e um calor que dispensa qualquer engraçadinho.
Num dia tão quente como os últimos, decidi ir aos correios selar e enviar uma carta, que já andava na mala há alguns dias. A caminho do emprego e já um pouco atrasada, resolvi parar nos correios para resolver esta tarefa. Procurei um lugar de estacionamento (coisa que não é lá muito fácil a esta hora da manhã) e só à terceira tentativa (depois de algumas inversões de marcha e de olhar para um lugar apertado que apanhava a passadeira) encontrei um que – pensei – não me daria chatices com a autoridade.
A caminho dos correios reparei que parava no lugarzinho que eu tinha visto, apanhando a passadeira e de forma bastante pouco preocupada, um automóvel com dois agentes da autoridade. Entrei nos correios e uma miúda que aguardava os pais com um sorriso de verão nos lábios e envergando, de forma orgulhosa, um vestido de flores informou-me rapidamente que “a máquina das senhas não trabalha”. Dirigi-me para a fila imensa para aguardar a minha vez e reparei que atrás de mim tinha entrado um dos agentes que eu vira parar o carro lá fora. Não se colocou na fila e começou a rodear os balcões na esperança – talvez – de que alguém lhe fizesse uma vénia e o atendesse de imediato. Como tal não aconteceu, esperou de forma impaciente que um senhor terminasse de ser atendido. Enquanto isso o casal à minha frente começou, entre dentes e baixinho – e sim e porque isto de confrontar um agente da autoridade pode ser sinónimo de chatices – a comentar o facto do Sr. Agente ter saído da fila. Comentaram, generalizando, que alguns polícias não fazem nada, do caso de uma mota que foi encontrada por civil, enquanto a polícia a procurava, do facto de uma vez para fazer uma queixa, alguém na polícia ter dito que não valia a pena, pois dava muito trabalho e pouco resultado, enfim arrasaram o sistema da autoridade, embora apenas eu os ouvisse. Finda esta conversa, reparei que o Sr. Agente já estava cada vez mais impaciente e preparava-se para exercer a sua autoridade, quando o balcão ficou livre. A funcionária dos correios, fingindo não ter visto o que se passa, perguntou: “Quem está a seguir?”, pergunta que o agente nem respondeu, dirigindo-se de imediato para o balcão. Naquela altura, os cochichos começaram a ouvir-se, mas apenas eu questionei em voz alta o facto do agente tinha entrado depois de mim e que por isso deveria esperar pela sua vez. Muito admirado, olhou para mim e disse-me que era uma agente da autoridade e estava de serviço. O resto nem vale a pena contar, a verdade é que ele foi atendido e saiu da estação primeiro que todos os que esperavam pela sua vez. Como tento ser uma pessoa mais positiva, e até estamos no verão, tento ver nestas pequenas coisas do dia a dia ensinamentos que possa um dia transmitir. Assim, conclui que em Agosto, em Torres Novas, os únicos que trabalham são os agentes da autoridade – embora os vejamos tão pouco. Aprendi com isto que uma farda dá direito a ser atendido imediatamente – tenho de procurar a farda do meu pai quando ele trabalhou na marinha, talvez a minha vida seja mais facilitada, quando tiver de me dirigir aos serviços públicos…. Aprendi também que o poder exerce-se até numa fila dos correios, pois se eu posso, eu quero… Aprendi que há uns que se fazem parecer mais importantes que outros, quando deveriam dar o exemplo da boa convivência, da tranquilidade e da segurança… Aprendi que as forças de segurança podem parar quase em cima da passadeira, para irem aos correios… Aprendi que as forças de segurança – segundo o mesmo agente da autoridade – têm um protocolo com os correios para serem rapidamente atendidos. Pena que nos correios ninguém saiba de nada, será que foi assinado apenas por uma das partes…. Aprendi que são os agentes de giro que fazem trabalho de estafetas…. E aprendi que neste país qualquer um, se puder passa à frente dos outros.
Num dia tão quente como os últimos, decidi ir aos correios selar e enviar uma carta, que já andava na mala há alguns dias. A caminho do emprego e já um pouco atrasada, resolvi parar nos correios para resolver esta tarefa. Procurei um lugar de estacionamento (coisa que não é lá muito fácil a esta hora da manhã) e só à terceira tentativa (depois de algumas inversões de marcha e de olhar para um lugar apertado que apanhava a passadeira) encontrei um que – pensei – não me daria chatices com a autoridade.
A caminho dos correios reparei que parava no lugarzinho que eu tinha visto, apanhando a passadeira e de forma bastante pouco preocupada, um automóvel com dois agentes da autoridade. Entrei nos correios e uma miúda que aguardava os pais com um sorriso de verão nos lábios e envergando, de forma orgulhosa, um vestido de flores informou-me rapidamente que “a máquina das senhas não trabalha”. Dirigi-me para a fila imensa para aguardar a minha vez e reparei que atrás de mim tinha entrado um dos agentes que eu vira parar o carro lá fora. Não se colocou na fila e começou a rodear os balcões na esperança – talvez – de que alguém lhe fizesse uma vénia e o atendesse de imediato. Como tal não aconteceu, esperou de forma impaciente que um senhor terminasse de ser atendido. Enquanto isso o casal à minha frente começou, entre dentes e baixinho – e sim e porque isto de confrontar um agente da autoridade pode ser sinónimo de chatices – a comentar o facto do Sr. Agente ter saído da fila. Comentaram, generalizando, que alguns polícias não fazem nada, do caso de uma mota que foi encontrada por civil, enquanto a polícia a procurava, do facto de uma vez para fazer uma queixa, alguém na polícia ter dito que não valia a pena, pois dava muito trabalho e pouco resultado, enfim arrasaram o sistema da autoridade, embora apenas eu os ouvisse. Finda esta conversa, reparei que o Sr. Agente já estava cada vez mais impaciente e preparava-se para exercer a sua autoridade, quando o balcão ficou livre. A funcionária dos correios, fingindo não ter visto o que se passa, perguntou: “Quem está a seguir?”, pergunta que o agente nem respondeu, dirigindo-se de imediato para o balcão. Naquela altura, os cochichos começaram a ouvir-se, mas apenas eu questionei em voz alta o facto do agente tinha entrado depois de mim e que por isso deveria esperar pela sua vez. Muito admirado, olhou para mim e disse-me que era uma agente da autoridade e estava de serviço. O resto nem vale a pena contar, a verdade é que ele foi atendido e saiu da estação primeiro que todos os que esperavam pela sua vez. Como tento ser uma pessoa mais positiva, e até estamos no verão, tento ver nestas pequenas coisas do dia a dia ensinamentos que possa um dia transmitir. Assim, conclui que em Agosto, em Torres Novas, os únicos que trabalham são os agentes da autoridade – embora os vejamos tão pouco. Aprendi com isto que uma farda dá direito a ser atendido imediatamente – tenho de procurar a farda do meu pai quando ele trabalhou na marinha, talvez a minha vida seja mais facilitada, quando tiver de me dirigir aos serviços públicos…. Aprendi também que o poder exerce-se até numa fila dos correios, pois se eu posso, eu quero… Aprendi que há uns que se fazem parecer mais importantes que outros, quando deveriam dar o exemplo da boa convivência, da tranquilidade e da segurança… Aprendi que as forças de segurança podem parar quase em cima da passadeira, para irem aos correios… Aprendi que as forças de segurança – segundo o mesmo agente da autoridade – têm um protocolo com os correios para serem rapidamente atendidos. Pena que nos correios ninguém saiba de nada, será que foi assinado apenas por uma das partes…. Aprendi que são os agentes de giro que fazem trabalho de estafetas…. E aprendi que neste país qualquer um, se puder passa à frente dos outros.
Fim de semana cívico...
Sexta-feira 04 de Agosto, 21h50, sala de cinema do Torreshopping em Torres Novas
Eu exijo o regresso da figura mítica do “fiscal” nas salas de cinema que vinha com a sua lanterna não só indicar os lugares aos espectadores, mas também – e muito importante – colocar alguma ordem na sala.
Caramba, que falta de bom senso! Aluguem um DVD e comam tudo o que quiserem em casa, mais, podem rir a gritar e falar durante o filme que ninguém repara…
Já não se pode assistir a um filme calmamente, é incrível como as pessoas conversam como se estivessem num café, é incrível como se esforçam para ganhar o concurso do “riso mais estúpido”!
Mas mais triste do que esta falta de civismo, fico eu quando penso que se alguém por acaso repreendesse estes “putos” geração X, o seu ego viria rapidamente ao de cima com uma resposta tipo “ninguém me manda calar!” ou “quem é você para dizer isso”…
Sábado, Jornal da Noite na SIC, rubrica Nós por Cá
Isto é tão incrível que quase nem acredito...
Mulher multada em 356€ por colocar saco de papel fora do ecoponto qdo este estava cheio!
Vejam voçês mesmo:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/sic+tv/nos+por+ca/nosporca_oprecodolixo.htm
Domingo, 19h00, Barquinha Parque em Vila Nova da Barquinha
Estava eu descansadinho a usufruir desta bela iniciativa que é a Internet sem fios com acesso grátis no parque da Barquinha, quando me deparo com mais dois infelizes exemplos de falta de civismo…
Pelo nível do som, até perguntei à minha “mais que tudo” se havia alguma discoteca ao ar livre ou mesmo algum concerto ali no parque… Mas não, eram simplesmente 3 simpáticos e energéticos Brasileiros com umas colunas gigantescas montadas na mala do carro a debitar música para que todo o parque pudesse regozijar com aquele som. E não é que até dançavam e tudo? Isto sim, é a alegria do povo Brasileiro, pá! São muito mais “open minded” que nós, isso é uma verdade! Mas outra grande verdade é que num espaço público eu não tenho que ouvir a música deles pois não? Ok, é público, somos livres, nada os impede de testar a potência das colunas para ver se no Entroncamento alguns compatriotas os ouviam…. Bah!!!!! Quase que me apeteceu por o meu modesto auto-rádio no máximo com Rammstein…. O bom senso impediu-me, como deveria tê-los feito baixar o nível do rádio; dançar, que dancem à vontade…
Nada como a justiça pelas próprias mãos. Ainda me vão achar meio xenófobo, mas hoje o dia foi assim, o que querem… Então não é que também estavam a presenciar o mesmo espectáculo “verde e amarelo”, dois jovens descendentes de imigrantes no seu bmw típico. Não posso precisar esta última informação, mas se bem me entendem, sabem que esta tribo é facilmente identificável… adiante… Provavelmente aborrecidos pelo som como a maioria das pessoas, estes 2 não se ficaram pelos comentários e passaram à acção dando eles próprios mais um bom exemplo de falta de civismo. Vai daí que ao passarem lentamente pelo local onde os Brasileiros festejavam (com geleira e tudo!), aceleram a fundo, fazendo um peão na areia que deixou uma nuvem de pó imensa como presente envenenado para os 3 “dançarinos”. Lindo!
Não, isto não se faz, conseguiram ser mais cromos que os Brasileiros…
Aqui tive que ficar do lado do povo irmão, quer dizer, rádio alto é uma coisa; estupidez pura é outra... enfim
Eu exijo o regresso da figura mítica do “fiscal” nas salas de cinema que vinha com a sua lanterna não só indicar os lugares aos espectadores, mas também – e muito importante – colocar alguma ordem na sala.
Caramba, que falta de bom senso! Aluguem um DVD e comam tudo o que quiserem em casa, mais, podem rir a gritar e falar durante o filme que ninguém repara…
Já não se pode assistir a um filme calmamente, é incrível como as pessoas conversam como se estivessem num café, é incrível como se esforçam para ganhar o concurso do “riso mais estúpido”!
Mas mais triste do que esta falta de civismo, fico eu quando penso que se alguém por acaso repreendesse estes “putos” geração X, o seu ego viria rapidamente ao de cima com uma resposta tipo “ninguém me manda calar!” ou “quem é você para dizer isso”…
Sábado, Jornal da Noite na SIC, rubrica Nós por Cá
Isto é tão incrível que quase nem acredito...
Mulher multada em 356€ por colocar saco de papel fora do ecoponto qdo este estava cheio!
Vejam voçês mesmo:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/sic+tv/nos+por+ca/nosporca_oprecodolixo.htm
Domingo, 19h00, Barquinha Parque em Vila Nova da Barquinha
Estava eu descansadinho a usufruir desta bela iniciativa que é a Internet sem fios com acesso grátis no parque da Barquinha, quando me deparo com mais dois infelizes exemplos de falta de civismo…
Pelo nível do som, até perguntei à minha “mais que tudo” se havia alguma discoteca ao ar livre ou mesmo algum concerto ali no parque… Mas não, eram simplesmente 3 simpáticos e energéticos Brasileiros com umas colunas gigantescas montadas na mala do carro a debitar música para que todo o parque pudesse regozijar com aquele som. E não é que até dançavam e tudo? Isto sim, é a alegria do povo Brasileiro, pá! São muito mais “open minded” que nós, isso é uma verdade! Mas outra grande verdade é que num espaço público eu não tenho que ouvir a música deles pois não? Ok, é público, somos livres, nada os impede de testar a potência das colunas para ver se no Entroncamento alguns compatriotas os ouviam…. Bah!!!!! Quase que me apeteceu por o meu modesto auto-rádio no máximo com Rammstein…. O bom senso impediu-me, como deveria tê-los feito baixar o nível do rádio; dançar, que dancem à vontade…
Nada como a justiça pelas próprias mãos. Ainda me vão achar meio xenófobo, mas hoje o dia foi assim, o que querem… Então não é que também estavam a presenciar o mesmo espectáculo “verde e amarelo”, dois jovens descendentes de imigrantes no seu bmw típico. Não posso precisar esta última informação, mas se bem me entendem, sabem que esta tribo é facilmente identificável… adiante… Provavelmente aborrecidos pelo som como a maioria das pessoas, estes 2 não se ficaram pelos comentários e passaram à acção dando eles próprios mais um bom exemplo de falta de civismo. Vai daí que ao passarem lentamente pelo local onde os Brasileiros festejavam (com geleira e tudo!), aceleram a fundo, fazendo um peão na areia que deixou uma nuvem de pó imensa como presente envenenado para os 3 “dançarinos”. Lindo!
Não, isto não se faz, conseguiram ser mais cromos que os Brasileiros…
Aqui tive que ficar do lado do povo irmão, quer dizer, rádio alto é uma coisa; estupidez pura é outra... enfim
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