Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Coisas Espantosas: Vasco Pulido Valente mais oitocentista do que nunca. Impagável:

Coisas Espantosas: Vasco Pulido Valente mais oitocentista do que nunca. Impagável:

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

indignação dos professores

Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores.
Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e "nem se dá por ela". Caro anónimo indignado com a indignação dos professores,Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo... Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui. Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.

O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc. Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua.

Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.

Vamos lá, então, contar:

1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.

2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.

3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.

4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.

6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).

7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo. Vamos, então, somar isto tudo: 84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.

Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas. Ora 547h-154h=393 horas.

Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito. Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.

No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas.
Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!!

Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício. Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo?

Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar. Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco! Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.

Terça-feira, Agosto 19, 2008

Realmente o SIMPLEX não existe!

Já de férias passadas (visto que consegui viajar sem o cartão de cidadão do meu filho) e após 2 meses lá recebi a tão desejada carta com os códigos para proceder ao levantamento do dito documento. Após o almoço (e porque desta vez já não me enganavam) lá me dirigi à conservatória. Realmente era Agosto, mas será que em Agosto é oficial trabalhar menos?
Quando lá cheguei duas funcionárias lá estavam: uma de volta da emissão de um cartão de cidadão de uma senhora (e tudo continuava na mesma: lento), que não conseguia assinar na máquina, já que o scanner parecia recusar-se a reconhecer a sua letra, e outra que aguardava impacientemente pela colega que a vinha substituir, para poder ir ao almoço. Não estava mais ninguém e na altura até pensei que iria ser rápido. Tirei uma senha e aguardei. Olhava para uma e para outra e nada… e eu aguardava… de repente toca o telemóvel e a funcionária que estava de volta dos cartões lá atendeu e conversou alguma coisa do jantar?! (telefonema privado, quem diria…) e eu continuava à espera. Às tantas, lá arrisquei um: - desculpe? Pode atender-me? A que estava ao telefone nem para mim olhou e a que andava de um lado para outro disse que estava à espera para enviar um fax. Começaram a chegar mais pessoas para serem atendidas e nada de despachar serviço. Finalmente lá chegou a tal colega que vinha render a do fax e dar andamento (esperava eu) ao serviço. Entre comentar que estava calor, falar de coisas triviais com as colegas, nada de atender e eu à espera… Passado uns bons minutos lá se dignou a vir perguntar o que eu queria. Quando eu disse que queria levantar o cartão de cidadão do meu filho, disse que eu não o poderia fazer, pois era ele que o tinha de vir levantar. Na altura respondi prontamente que ele tinha um ano e que seria eu a sua representante. O que na altura pensei que facilitasse, dificultou, visto que a seguir se seguiu um sonoro: - Alguém já entregou um cartão e cidadão a uma criança? (será que serei a única mãe que quis fazer o cartão de cidadão do filho?). Conversa e mais conversa lá chegaram à forma como a coisa se fazia. E começou a procurar o cartão (à mão, porque isto da tecnologia não chega a todo o lado). A colega que já devia ter ido ao almoço, perguntou alguma coisa à que me estava a atender, ao que ela disse que não tinha tido tempo de fazer de manhã e que iria fazer agora. Sem sequer olhar para mim, deixou o que estava a fazer saiu da sala, nunca mais a vi. E fique de novo à espera. Entretanto chega a conservador e começa a querer trabalhar e a perguntar o que queria. Lá expliquei novamente e novamente lá veio a conversa de ser a criança a levantar. Já com o cartão na mão, volta-se para o computador e não encontra o que procura (aparentemente ainda não tinham dado entrada do documento nos serviços, ainda não tinham tido tempo, coitadas?!) Lá fui aguardando que a coisa se resolvesse e enquanto procurava no computador o registo do cartão de cidadão do meu filho ia questionando as pessoas que chegavam sobre qual o que queriam, indicando então para tirarem a senha. Uma senhora disse que queria levantar o cartão de cidadão mas que não tinha trazido o papel e ela achou por bem, voltar a parar com o meu processo para explicar como é que supostamente o levantamento devia ser feito. Nesta altura não aguentei e passei-me e pedi à Conservadora que terminasse o meu processo e que eu já ali estava há quase 1 hora para levantar um simples cartão. A Conservadora olhou para mim com um ar de superioridade e disse, procurando justificar o injustificável, que o problema era do sistema e que estava tudo muito mais complicado. Passei-me novamente e em jeito de desabafo lá lhe disse que o problema não era o sistema, mas sim o não formarem ou despacharem profissionais incompetentes. Já não tive qualquer resposta e após ter de confirmar uns dados do cartão e digitar uns códigos, lá me deram o documento. Saí esbaforida e atrasada da Conservatória, jurando a mim mesma que iria viajar novamente nas próximas férias, de modo a dar uso ao dito cartão do cidadão que tanto tempo demorou a ficar nas minhas mãos.

Mas afinal o SIMPLEX existe?

De férias agendadas e com a agência de viagens a garantir a necessidade do BI do meu filho de quase 1 ano, dirigi-me à Conservatória do Registo Civil de Torres Novas para averiguar o horário e saber o que seria preciso para fazer o tão desejado documento que nos daria (de acordo com a agência) o passaporte para um merecido descanso. Quando lá cheguei com as fotografias tipo passe numa mão, uma voz que não percebi de onde vinha (já que o contacto olho no olho não existe) disse-me que isso (entenda-se BI) agora já não existia. Que para ser tudo mais fácil agora tirava-se o cartão de cidadão e que era tudo feito na conservatória, inclusive as fotografias. Após este esclarecimento atrevi-me ainda a perguntar duas coisas: quanto tempo demorava o cartão a ser emitido, ao que a funcionária respondeu a medo que podia ir de uma semana a 3 meses e qual o horário para o poder fazer, ao que ela respondeu prontamente, só até às duas, visto que tinham de atender mais pessoas e não podiam estar todo o dia de volta da emissão de cartões. Na altura não percebi esta pressa, mas também não questionei. Apressei-me a buscar o meu filho, antes mesmo de almoçar, e voltei à repartição. Chegando lá e mostrando um enorme sorriso, para tentar agilizar o processo, confrontei-me com uma máquina estática que serve para tirar fotografias, mas que não está pensada para crianças, visto que o acesso é feito com uma cadeira. Claro que nunca consegui que o meu filho que ainda não tinha um ano se sentasse ou colocasse em pé na cadeira, quanto mais ficar quieto e aguardar que a máquina lá tirasse a foto. Quando conseguia fazer lá aparecia uma mão da mãe que o segurava, ou a criança lá se virava para trás e aparecia de lado ou então mostrava os dentes. Tudo isto e a funcionária lá dizia: assim não dá, a máquina não consegue. Fotos e mais fotos tiradas ou não, uma hora depois lá surgiu uma que dava para aproveitar e passamos nós à fase da impressão digital que não se sabia como se fazia com crianças daquela idade ou até se se fazia. Conversa entre funcionárias e eu à espera com uma criança que já estava farta de ali estar, lá se decidiu que não era necessário e o processo lá continuou. Perguntas e perguntas depois chegou-se à questão da altura e perguntou; quantos centímetros tem o seu filho? Disse aquilo num tom tão pronto que eu arrisquei um número com base na intuição de mãe e esperei que a coisa não encravasse. Realmente não encravou e meia hora depois a funcionária lá deu o caso como arrumado e disse que quando chegasse um papel a casa com uns códigos poderia dirigir-me à conservatória para levantar o dito documento.
Saí então da conservatória com o meu filho hiper-rabugento ao colo e compreendendo a funcionária quando disse que não podia estar o dia todo a proceder à emissão de cartões. Se todos demorassem tanto tempo como o do meu filho, o bom do SIMPLEX bem se podia chamar COMPLICADEX.

Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Desta vez reclamar compensou...




Este último Sábado de modo a poder entrar no parque de campismo da praia do Pedrogão como visitante de uns amigos, foi-me pedido para deixar um cartão de identificação. Até aqui tudo normal, já nem vou falar da lentidão do processo (coitada da rapariga)… oops, afinal falei ... Agora, o mea culpa! Voltei para caselas e o cartão ficou na “praia”, pior ainda, era o cartão de funcionário da empresa… pois!!!

Domingo já não fui a tempo de apanhar ninguém na recepção do parque por telefone (“fecha às 21h!, só estou aqui a guardar isto” - diz uma voz simpática (ironia)). Ligo logo na 2ª feira e depois de 4 ou 5 tentativas falhadas, resolvo enviar um fax a explicar a situação. Nada…
De volta às tentativas telefónicas, lá apanhei “uma simples funcionária que cumpre ordens” (conhecem o termo?);

Depois da minha explicação, foi então perguntar à sua chefe e veio com um 1º não, se eu não podia passar por lá!
- Não, não posso, é por isso que estou a ligar. Estou longe e pago de bom grado as custas do correio, só quero que me ponham o cartão num envelope, por favor!

Reclamei então mais um pouco e ela foi de novo validar com a superiora;
Desta vez até eu ouvi o 2º não mais sonoro, “não fazemos isso, o senhor se quiser venha cá!”.
Ok, got the message!
Cometi então o 2º erro, não fiquei com o nome da senhora...

De qualquer modo, desliguei e fui directo ao google (que bela ferramenta!), dando de caras com a entidade gestora do parque, uma empresa municipal de Leiria. Recorri ao mail geral e acabei por enviar uma reclamação, confesso já sem grande esperança no retorno.

Não é que para meu espanto no dia seguinte, tinha uma resposta por mail desta empresa (Leirisport) a confirmar o envio do cartão para a morada da empresa onde bulo o mais rápido possível e pedindo desculpas pelo incómodo! É mesmo verdade, sim! Estou ainda a aguardar que chegue, mas depois actualizo aqui...
Só para dizer que já chegou o dito!
Sim sr. Sinal mais para a Leirisport, menos para a recepção do parque!

Quinta-feira, Julho 24, 2008

Estamos de volta

Decidimos finalmente reactivar este blog que andava "adormecido".

Sem nenhum assunto que me tenha irritado (muito) nos últimos tempos, e uma vez que este é o post mais actual de todos, fica uma foto do meu puto em Porto Santo. Belas férias!

Até breve...


Segunda-feira, Novembro 05, 2007

Experimentem!

Experimentem passear pela cidade de Torres Novas com um carrinho de bebé! Experimentem andar pela cidade com uma cadeira de rodas! Experimentem! É impossível! Acessos quase não existem. Passeios muito altos, rampas demasiado inclinadas, esplanadas e carros a bloquearem os poucos acessos.
Fui mãe recentemente e como todas as mães que estão em licença de maternidade, tenho tentado dar ao meu filho alguma qualidade de vida e aproveitar os últimos dias de sol, passeando com ele pela cidade. Têm sido dias verdadeiramente desafiantes. Tudo tem dificultado estes passeios, levando-me a sair da cidade que escolhi morar para passear com o meu filho ao ar livre noutras localidades.
Dir-me-ão que posso sempre ir de carro até ao shopping – dito um dos muitos locais de atracção da cidade -, mas infelizmente não sou grande adepta de espaços fechados e preferia usufruir, por exemplo, do Jardim das Rosas. Mas experimentem! Entrar de carro para o Jardim das Rosas pelo “belíssimo” acesso às piscinas, passear com o carrinho de bebé no “regular” piso do jardim. Atravessar a passadeira para peões sem rampa com o carrinho, enfim, estou praticamente a desistir.
Tenho pensado também em usufruir do espaço envolvente ao local onde escolhi residir, mas curiosamente – e vá-se lá saber porquê, não existem passeios, só terra, brita armazenada há mais de 1 ano, ervas e mais nada. Será porque decidi morar numa zona que considerei, na altura, mais recatada, e por isso menos cuidada. Mas afinal, os passeios não são para todos, ou nesta cidade cuida-se apenas do que está mais visível. Experimentem passear na zona que rodeia o Centro de Saúde de Torres Novas. Não se iludam com o belo relvado em frente ao Centro de Saúde e reparem como uma zona com prédios recentes está tão esquecida e degradada.
Experimentem trocar as belas rotundas por pisos e acessos decentes! Experimentem trocar as belas palmeiras pela construção e manutenção de espaços verdes em locais habitacionais, a cargo do poder local! Experimentem meus senhores pensar nisto!
Experimentem pensar em todos os contribuintes! Experimentem cuidar real e totalmente da cidade! Experimentem!

Sexta-feira, Agosto 31, 2007

Peripécia em Heathrow

Londres, 22 de Abril de 2007

Para destoar um pouco e também para dar um ar de globalidade aqui ao blog, nada como contar uma peripécia no estrangeiro.Muito pouco simpáticos a maioria dos Ingleses, excepção honrosa para um funcionário da cadeia "YO SUSHI" que foi super impecável connosco, um bacano mesmo.
Aeroporto de Heathrow, sala de embarque. Depois de uma correria frenética para não falhar o voo (desculpa Ana e Tomás, bem sei que a barriga já pesa), eis-nos na sala de espera aguardando para entrar no avião que nos traria de volta a Portugal.Começamos a ouvir na instalação sonora um aviso para que "Ana Sofia Alves" se identificasse. Depois de várias repetições do mesmo aviso e de já nos questionármos sobre se seria algo com a minha Ana Alves, conferimos o bilhete dela para ver se por lapso não estaria como Ana Sofia Alves no lugar de Ana Lúcia Alves. Estava tudo certo, mas eis que entra um agente pela sala dentro com um papel e repetindo o aviso com ar ameaçador enquanto percorria a sala aos berros: "Mrs Ana Alves, you must identify yourself!". Esperámos um pouco, mas antes que o Tomás resolvesse nascer ali mesmo, disse ao homem que ela era Ana Lúcia Alves e não Ana Sofia Alves. Pediu o BI, verificou, "terrible sorry" e voltou para dentro!Foi um grande stress e ficámos sem saber o que se terá passado... procuravam uma Ana Alves e foram ali porque estava uma? Não sei... sei é que a Ana ficou (ficámos) nervosa e acabou por ganhar a solidariedade dos restantes tugas que aguardavam voo.Enfim,